[ Anúncio ]
Aviso de parceria: este artigo contém links de afiliado e o cupom MADSON. Se você contratar ou assinar pelos meus links, posso receber uma comissão — sem nenhum custo adicional para você. Tudo o que escrevo aqui é baseado na minha viagem real a Buenos Aires.
Atualizado em: julho de 2026 | ✍️ Por Madson Sousa | 14 minutos de leitura
Este roteiro de Buenos Aires nasceu de uma viagem real, e não de pesquisa na internet. Eu e a Andressa fomos até a capital argentina de classe executiva usando milhas Smiles — algo que em dinheiro custaria uma fortuna — e voltamos com a mala no limite de peso, lotada de vinho. Ao longo deste guia eu conto exatamente como emiti as passagens, onde ficamos, o que fizemos de verdade e as dicas que fazem diferença para quem quer montar o próprio roteiro de Buenos Aires gastando pouco.

Resumo rápido
| Como voamos | Classe executiva, passagens emitidas com milhas Smiles |
| Custo em milhas | Cerca de 30.500 milhas por trecho saindo de GRU (executiva) |
| Como juntei as milhas | Comprando produtos em lojas parceiras (comprei 2 iPhones numa promoção de 17 milhas por real) |
| Onde ficamos | Ibis Obelisco — centro, pertinho de tudo |
| Melhor época | Primavera (set–nov) e outono (mar–maio): clima ameno para caminhar |
| Seguro viagem | Nomad — use o código MADSON20 ao abrir a conta |
| Câmbio | Leve dólares e considere o cartão Wise para pagar em pesos com câmbio justo |
| Não pode faltar | Livraria El Ateneo, Cemitério da Recoleta, Puerto Madero, tango, Don Julio e muito vinho |
Índice
- Como voamos em executiva pagando só as taxas
- Onde ficamos: Ibis Obelisco
- Seguro viagem para a Argentina
- Dinheiro e câmbio: como pagar em Buenos Aires
- Roteiro de Buenos Aires: 4 dias — o que fizemos de verdade
- Onde comemos: Don Julio, La Cabrera e Café Tortoni
- O vinho: por que a mala voltou no limite
- Dicas práticas de quem esteve lá
- Perguntas frequentes
Como voamos em executiva pagando só as taxas
Essa é a parte que eu mais gosto de contar, porque mostra na prática o que este blog defende: dá para viajar muito bem gastando pouco quando você entende de milhas.
Nossas passagens para Buenos Aires foram emitidas em classe executiva com milhas Smiles, algo em torno de 30.500 milhas por trecho saindo de Guarulhos (GRU). Em dinheiro, um bilhete executivo nessa rota custa vários milhares de reais. Com milhas, paguei uma fração disso — praticamente só as taxas.
E o mais interessante: eu não precisei voar para juntar essas milhas. Na época, era muito comum aparecerem promoções em lojas parceiras oferecendo até 17 milhas por real gasto. Aproveitei uma dessas e comprei dois iPhones em uma loja parceira (a Casas Bahia). Só essa compra já garantiu milhas suficientes para emitir as passagens em executiva. Ou seja: uma compra que eu faria de qualquer forma virou uma viagem internacional na frente do avião.
É por isso que sempre digo para ficar de olho nos portais de compras e nas promoções de acúmulo. Se você está começando agora, montei guias explicando o caminho todo:
- Como funcionam as milhas, do zero
- Os melhores cartões de crédito para acumular milhas
- Como usar milhas para viajar praticamente de graça
Onde ficamos: Ibis Obelisco
Ficamos hospedados no Ibis Obelisco, e foi uma escolha que recomendo para quem vai pela primeira vez. A localização é o grande trunfo: você fica no centro, ao lado do Obelisco e da Avenida 9 de Julio, com metrô e ônibus a poucos passos e boa parte dos pontos turísticos ao alcance de uma caminhada.
Não é um hotel de luxo — é um Ibis, direto ao ponto: quarto limpo, cama boa e o essencial funcionando bem. Para uma viagem em que você passa o dia inteiro na rua explorando a cidade, é exatamente o que precisa, e por um preço muito honesto para o que oferece. Se a sua prioridade é gastar pouco com hospedagem e caminhar para tudo, o centro perto do Obelisco é uma aposta certeira.
Seguro viagem para a Argentina
Mesmo sendo um país vizinho, eu nunca viajo sem seguro — e para a Argentina não é diferente. Um atendimento médico particular no exterior pode custar caro, e o seguro cobre justamente esse tipo de imprevisto, além de extravio de bagagem e atraso de voo.
Eu uso e recomendo o seguro viagem da Nomad (operado pela Assist Card), que tem atendimento 24h em português e contratação 100% pelo app. Um detalhe que ajuda: ao abrir a conta na Nomad você também ganha um cartão em dólar para gastar no exterior. Usando o código MADSON20 ao abrir a conta, você ganha um bônus na primeira remessa de câmbio. Escrevi uma análise completa e honesta do seguro (com preços, coberturas e os pontos fracos) aqui no blog — vale a leitura antes de contratar.
Dinheiro e câmbio: como pagar em Buenos Aires
Esse é o ponto que mais muda de um ano para o outro na Argentina, então minha dica número um é: confira a situação do câmbio poucos dias antes de viajar, porque as regras e as cotações mudam com frequência por lá.
O que costuma valer na prática: leve dólares em espécie (notas em bom estado), porque em muitos momentos trocar dólar na cidade rende uma cotação melhor do que pagar no cartão. Para o dia a dia, o cartão Wise é uma mão na roda — ele usa o câmbio comercial real e evita as taxas altas dos cartões brasileiros tradicionais, então você paga em pesos sem levar aquele susto na fatura. Eu combino as duas coisas: dinheiro para as trocas e o cartão para a comodidade.
Roteiro de Buenos Aires: 4 dias — o que fizemos de verdade
Buenos Aires é uma cidade para caminhar, e é assim que ela se revela. Por isso, montei este roteiro de Buenos Aires com base no que a gente realmente fez, organizado em quatro dias — mas encare como um mapa flexível, não como regra.
Dia 1 — Centro, Obelisco e El Ateneo
Começamos pelo coração da cidade. O Obelisco, na Avenida 9 de Julio (uma das avenidas mais largas do mundo), é o marco zero e fica logo ali saindo do hotel. Dali seguimos a pé explorando a região central.
Uma parada que vale por si só é a livraria El Ateneo Grand Splendid, montada dentro de um antigo teatro — considerada uma das livrarias mais bonitas do mundo. Mesmo que você não compre nada, entre para ver os camarotes, o teto pintado e o palco transformado em café. É de tirar o fôlego.
Fechamos o dia no Café Tortoni, o café mais tradicional da cidade, aberto desde o século XIX. É turístico, sim, mas o ambiente vale a visita — peça um café com as clássicas medialunas.

Dia 2 — Recoleta e o cemitério mais famoso da América Latina
O bairro de Recoleta é a Buenos Aires elegante, de arquitetura que lembra Paris. O grande destaque é o Cemitério da Recoleta — e eu sei que soa estranho recomendar um cemitério como passeio, mas ele é impressionante. São mausoléus imponentes, verdadeiras obras de arquitetura, incluindo o túmulo de Evita Perón. Reserve um tempo para andar sem pressa pelos corredores.
[ Anúncio ]
O bairro todo é ótimo para caminhar, com cafés e praças. Foi por aqui, aliás, que a gente aproveitou bastante das caminhadas que marcaram a viagem.
Dia 3 — Casa Rosada, Catedral e Puerto Madero
Fomos conhecer a Casa Rosada, a sede do governo argentino, na histórica Plaza de Mayo. Ali do lado está a Catedral Metropolitana, que guarda o túmulo do General San Martín e é bem mais imponente por dentro do que se imagina de fora.
À tarde/noite fomos para o Puerto Madero, a região portuária revitalizada, com passarela à beira d'água e ótimos restaurantes. E foi lá que vivemos um dos momentos mais especiais da viagem: assistimos a um show de tango. Ver o tango ao vivo, na cidade que é o berço dele, é uma daquelas experiências que ficam.
Dia 4 — Caminhar, compras e despedida
O último dia foi de aproveitar o ritmo da cidade sem roteiro fixo: mais caminhadas, compras e aquela última refeição caprichada (falo dos restaurantes logo abaixo). Foi também quando terminamos de garantir os vinhos que voltaram com a gente.
Mais lugares que valeram a pena em Buenos Aires
Além do roteiro clássico, alguns lugares nos surpreenderam e merecem entrar no seu passeio:
- MALBA: o Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires, onde vimos obras de artistas famosos. Parada certa para quem gosta de arte.
- Jardim Japonês: um oásis de paz em plena cidade, lindo para caminhar sem pressa.
- Puente de la Mujer: a passarela de Puerto Madero fica ainda mais bonita à noite, iluminada — rende ótimas fotos.
- Cassino: para quem quer variar o programa à noite, é uma opção diferente.
- Floralis Genérica: a gigante flor de metal que "abre" e "fecha" ao longo do dia — um dos símbolos modernos da cidade.
- Facultad de Derecho (Faculdade de Direito): o prédio imponente, de colunas enormes, fica pertinho da Floralis e impressiona.
- Rosedal de Palermo: o jardim de rosas de Palermo, perfeito para uma caminhada tranquila (fica coladinho no Jardim Japonês).







Onde comemos: Don Julio, La Cabrera e Café Tortoni
Se tem uma coisa que Buenos Aires faz como poucos lugares no mundo, é carne. E a gente foi atrás das melhores.
- Don Julio — uma parrilla (churrascaria argentina) frequentemente citada entre as melhores do mundo. A carne é excepcional e o ambiente é acolhedor. Reserve com bastante antecedência, porque enche.
- La Cabrera — outra parrilla clássica, famosa pelos cortes generosos e pelos vários acompanhamentos que vêm junto. Saí de lá muito bem servido.
- Café Tortoni — para o clima histórico, café e medialunas, como contei no primeiro dia.
Fora as parrillas, teve mais experiência boa de comida e de doce:
- Tancat Tasca: tivemos uma experiência muito boa nesse restaurante — recomendo de olhos fechados.
- Gelateria Antiche: o sorvete argentino é levado a sério, e essa é parada obrigatória para os gulosos.
- La Panera Rosa: ótima pedida para um café da manhã ou um lanche charmoso.
- Havanna e os alfajores: passamos na Havanna para comprar alfajor, mas experimentamos várias marcas — e a mala voltou cheia deles. É a melhor lembrança comestível da Argentina.
- Alto Chori Papá (choripán): não saia de Buenos Aires sem provar um choripán, o clássico sanduíche argentino de linguiça — nessa choriperia coloridíssima ele é levado a sério.
- Vinho com degustação grátis: caminhando pela cidade, achamos uma loja que oferecia degustação gratuita de vinhos. Vale ficar de olho nessas descobertas de rua.







Uma dica para quando você voltar ao Brasil: se você gosta de comer fora, o Prime Gourmet Club dá desconto de até 50% (modelo "peça 2, pague 1") em milhares de restaurantes pelo país. Ele ainda não cobre Buenos Aires, mas aqui no Brasil eu uso bastante. Usando o cupom MADSON você garante um desconto na assinatura. Escrevi um guia completo sobre ele no blog.
O vinho: por que a mala voltou no limite

Não dá para falar da Argentina sem falar de vinho. Os preços e a qualidade são um convite, e a gente não resistiu: compramos muito vinho, a ponto de a mala voltar no limite máximo de peso. Malbec é a estrela local, mas vale explorar outras uvas e conversar com os vendedores, que costumam indicar ótimos rótulos que não chegam ao Brasil.
Duas dicas de quem já fez: distribua as garrafas na mala com roupa em volta para proteger, e confira a franquia de bagagem da sua passagem antes de sair comprando — vinho pesa, e ultrapassar o limite pode sair caro.
Dicas práticas de quem esteve lá
- Ande a pé. Buenos Aires se descobre caminhando. Boa parte do centro, Recoleta e Puerto Madero dá para fazer no passo.
- Fique no centro. O Ibis Obelisco nos poupou tempo e transporte — perto do Obelisco você está perto de quase tudo.
- Reserve os restaurantes famosos. Don Julio e La Cabrera enchem; garanta a mesa com antecedência.
- Confira o câmbio antes de ir. Leve dólares em espécie e use o cartão Wise para o dia a dia.
- Não abra mão do seguro. A Nomad resolve com atendimento em português — código MADSON20 ao abrir a conta.
- Planeje o vinho. Deixe espaço (e franquia de bagagem) para trazer garrafas.
- Deixe a "propina" (a gorjeta). Fica a curiosidade: na Argentina, "propina" significa gorjeta — nada a ver com o sentido que a palavra tem no Brasil. É costume deixar uma gorjeta em restaurantes e serviços, então já se prepare.

Perguntas frequentes
Quantas milhas custa uma passagem para Buenos Aires?
Na econômica, as emissões costumam começar em torno de 15.000 milhas o trecho. No meu caso, emiti em classe executiva por cerca de 30.500 milhas o trecho saindo de GRU — um custo-benefício excelente para viajar na frente do avião. Os valores variam conforme disponibilidade, data e programa, então compare antes de resgatar.
Dá para juntar milhas sem voar?
Dá, e foi exatamente o que eu fiz. Comprei dois iPhones em uma loja parceira durante uma promoção de 17 milhas por real e isso já bancou as passagens em executiva. Portais de compras e promoções de acúmulo são o caminho mais rápido para quem não voa com frequência.
Precisa de seguro viagem para a Argentina?
Não é obrigatório por lei como na Europa, mas é altamente recomendável. Um imprevisto médico no exterior pode custar caro. Eu uso o seguro da Nomad (código MADSON20 ao abrir a conta).
Quantos dias ficar em Buenos Aires?
De 3 a 4 dias você conhece bem o essencial: centro, Recoleta, Puerto Madero, tango e as parrillas. Com mais tempo, dá para incluir bairros como San Telmo e La Boca e passeios nos arredores.
Qual a melhor época para ir?
Primavera (setembro a novembro) e outono (março a maio), quando o clima fica ameno e perfeito para caminhar pela cidade.
Conclusão: vale a pena montar seu roteiro de Buenos Aires?
Sem dúvida. Buenos Aires provou, na prática, o que eu sempre falo aqui: com milhas e um pouco de estratégia, uma viagem internacional em classe executiva deixa de ser sonho distante e vira algo acessível. Entre o Obelisco, a El Ateneo, o cemitério da Recoleta, o tango no Puerto Madero, a carne do Don Julio e a mala cheia de vinho, foi uma viagem que rendeu memórias — e que custou uma fração do que aparenta.
Se você quer trilhar esse caminho, comece juntando milhas de forma inteligente, garanta seu seguro com a Nomad (código MADSON20) e organize o câmbio antes de embarcar. Boa viagem — e guarde espaço na mala para o vinho.
🍽️ Economize em Restaurantes
Ganhe até 50% de desconto em milhares de restaurantes, hotéis e eventos em todo Brasil com o Prime Gourmet Club
Conhecer Prime GourmetUse o cupom MADSON para desconto especial